10/07/2026
O auditório do SINDPD foi palco, na tarde de quinta-feira, dia 2 de julho, do evento que marcou
o lançamento do livro “Filhos da Resistência”, da autora Rosana Cristina Bellentani, filha do ex-ferramenteiro da Volkswagen
Lúcio Bellentani, perseguido e preso dentro da empresa, durante a ditadura militar.
Vale destacar que, antes do início dos trabalhos, ocorreu a exibição de uma entrevista concedida
por Lúcio à revista Isto É Dinheiro, na qual ele relembra a perseguição sofrida nos anos de chumbo. O SINTRAPEL-SP prestigiou
o evento e esteve representado na ocasião pelo Diretor Fernando Vieira.
Ato contínuo, o presidente do Coletivo Memória & Democracia, Valter Paixão, conduziu os
trabalhos como mestre de cerimônia do evento, chamando um a um entre aqueles que compuseram a mesa para falar sobre o
grande herói da classe trabalhadora, Lúcio Bellentani.
O Presidente do SINDPD, da CSB e grande anfitrião, Antonio Neto, foi quem abriu as falas
sob forte emoção: "o livro conta a história sob a ótica dos filhos", afirmou. Ele ainda lembrou que a obra “Filhos da Resistência”
tem a função de preservar a memória, essencial para a conscientização das gerações futuras: "a juventude vai entender que a luta
pela liberdade não é uma coisa simples", finalizou.
Fundador do Coletivo Memória & Democracia, Tarcísio Tadeu destacou que o livro não descreve apenas
a repressão do Estado: “retratou também o que aconteceu com uma família", assegurou Tarcísio, que complementou: “a Rosana escreveu esse livro com o coração".
O Diretor do SINTRABOR, Tarcizo Martins, representando o presidente do Sindicato dos Borracheiros,
Márcio Ferreira, fez um forte discurso e contou com orgulho que conheceu Lúcio Bellentani: “tenho muito orgulho de um dia ter visto
o senhor Lúcio frente a frente e conversado com ele no Sindicato dos Borracheiros, lá em Santo André, quando fomos assistir justamente
ao documentário, Cúmplices. Aquilo mexeu muito comigo na época”.
A mediadora judicial, Dra. Jemima Analla também fez uso da palavra, rasgando elogios para a autora e seu
esforço para contar a história do pai. Ao encerrar a sua fala, ela alertou: "A ditadura foi uma fase muito difícil, mas, se nós
não vigiarmos, pode voltar", concluiu a Dra. Jemima.
O secretário-geral da CSB, Alvaro Egea, lembrou que a mobilização liderada por Lúcio contribuiu para que a
Volkswagen reconhecesse sua colaboração com a repressão durante a ditadura: “a Volkswagen assinou um termo de confissão, de ajuste”, disse ele.
Ficou a cargo do vereador Eliseu Gabriel ser o último a falar antes do discurso da autora. Ele rasgou elogios
para a bravura de Lúcio na luta contra a ditadura, além de elogiar Rosana por contar essa história em livro. Mas o vereador fez questão
de deixar uma mensagem em forma de alerta sobre as eleições que ocorrerão no segundo semestre deste ano: “nunca uma eleição, e já participei
de várias, como candidato ou não, nunca uma eleição foi tão importante, tão importante como agora”, garantiu.
Para finalizar, muito emocionada, Rosana fez um lindo discurso, dedicando a obra à família e à classe trabalhadora.
Ela também destacou o papel fundamental e o desejo da mãe de escrever o livro: "Espero que ‘Filhos da Resistência' toque o coração de cada leitor",
disse ela, concluindo: “para que possamos construir um futuro melhor, sem repetir as dores do passado".
Após os discursos, foram entregues Medalhas Manoel Fiel Filho e Certificados de Honra ao Mérito aos familiares de Lúcio,
entre os quais a filha e autora do livro, Rosana Cristina Bellentani, que recebeu a comenda de Pedro Alves Egea, um jovem de apenas 19 anos, filho
de Alvaro Egea, e que já desponta como um futuro líder sindical. Após as homenagens, Rosana participou da sessão de autógrafos e tirou fotos com os presentes.
Vale ressaltar que também prestigiaram o evento diretores do SINTRABOR (Sindicato dos Borracheiros), diretores do SINDPD e da CSB,
familiares da autora, além de representantes de outras entidades sindicais e demais convidados.







